Mensagens e frases de Mirra Alfassa, A Mãe

Na completude integral da qualidade absoluta do amor, (que é) a doação de si, reside a condição essencial de perfeita paz, a base indispensável de uma beatitude ininterrupta.

-Mirra Alfassa, The Mother

É justamento quando tudo parece ir de mal a pior que devemos fazer um esforço supremo de fé e saber que a Graça não falha.

-Mirra Alfassa, The Mother

Que poder é o Teu, Ó Senhor de toda a existência, que um átomo da Tua alegria basta para dispertar tantas sombras e dores, que um raio da Tua glória é capaz de iluminar a rocha mais sem vida, a consciência mais negra.

-Mirra Alfassa, The Mother

Senhor, aspiramos por ser Teus valentes guerreiros, para que a Tua glória possa se manifestar na Terra.

– Mirra Alfassa, The Mother

Ó Senhor, tenho um vislumbre da infinita felicidade que é o destino daqueles cuja vida é inteiramente consagrada a Ti.

-Mirra Alfassa, the Mother

Para trilhar o caminho você precisa de uma intrepidez destemida, você nunca deve se trair com esse movimento egoísta, mesquinho, fraco e feio que é o medo.

Um coragem invencível, uma sinceridade perfeita, uma completa auto-doação, a ponto de não calcular ou barganhar, não dar com a ideia de receber, nao se oferecer com a intenção de ser protegido, não ter uma fé que exige provas – isso é indispensável para progredir no caminho – isso apenas pode abrigá-lo de todos os perigos.

– Mirra Alfassa, The Mother

Poemas e escritos poéticos de Sri Aurobindo

Um Amor ardente de brancas

fontes espirituais

Anulou a tristeza das

profundezas ignorantes;

O sofrimento se perdeu

em seu sorriso imortal.

 

  • Sri Aurobindo

Na completude integral da qualidade absoluta do amor, (que é) a doação de si, reside a condição essencial de perfeita paz, a base indispensável de uma beatitude ininterrupta.

-Mirra Alfassa, The Mother

É justamento quando tudo parece ir de mal a pior que devemos fazer um esforço supremo de fé e saber que a Graça não falha.

-Mirra Alfassa, The Mother

Que poder é o Teu, Ó Senhor de toda a existência, que um átomo da Tua alegria basta para dispertar tantas sombras e dores, que um raio da Tua glória é capaz de iluminar a rocha mais sem vida, a consciência mais negra.

-Mirra Alfassa, The Mother

Senhor, aspiramos por ser Teus valentes guerreiros, para que a Tua glória possa se manifestar na Terra.

– Mirra Alfassa, The Mother

Para a alegria

E não para a dor

A Terra foi criada.

 

  • Sri Aurobindo

 

Ó Senhor, tenho um vislumbre da infinita felicidade que é o destino daqueles cuja vida é inteiramente consagrada a Ti.

-Mirra Alfassa, the Mother

O Divino se dá àqueles que se dão sem reservas e em todas as suas partes ao Divino. Para eles é a calma, a luz, o poder, o deleite, a liberdade, a amplitude, as altitudes do conhecimento, os mares da Bem-aventurança.

-Sri Aurobindo

Aja sempre como se sob o olhar do próprio Supremo e da Mãe Divina. Nada faça, nada pense, nada sinta que seja indigno da Presença Divina.

-Sri Aurobindo

Você precisa fazer crescer em si a paz que nasce da certeza da vitória.

-Sri Aurobindo

Para trilhar o caminho você precisa de uma intrepidez destemida, você nunca deve se trair com esse movimento egoísta, mesquinho, fraco e feio que é o medo.

Um coragem invencível, uma sinceridade perfeita, uma completa auto-doação, a ponto de não calcular ou barganhar, não dar com a ideia de receber, nao se oferecer com a intenção de ser protegido, não ter uma fé que exige provas – isso é indispensável para progredir no caminho – isso apenas pode abrigá-lo de todos os perigos.

– Mirra Alfassa, The Mother

 

…Abra a minha mente, o meu coração, a minha vida à sua Luz, ao seu Amor, ao seu Poder. Que em todas as coisas eu possa enxergar o Divino.

-Sri Aurobindo

Mantra oferecido a um aluno (em tradução ao português)

Letters on Himself and the Ashram

Voltar-se para o Divino é a única verdade na vida.

-Sri Aurobindo

“O Ideal do Perdão”

(Primeira publicação em 1956)

 

Lentamente, a rainha das virgens astrais se move

Através do abraço gigante das abundantes nuvens.

Abaixo, o córrego sinuoso murmura alto.

O panorama melancólico da luz da lua

Captura os corações dos amantes do cerne da beleza.

O esplendor e o deleite da nossa terra agora surge sublime.

O transe que guia a cabana de puro-fogo de Vasishtha

Está muito longe da visão distorcida de todos os mortais.

Suas árvores e botões e flores não têm igual.

A enxurrada de suas magníficas torrentes compele

O Éden a se curvar a elas com todo o seu brilho.

Um dardo de dores sombrias tortura o seu coração.

Ele chora bem alto: “Oh Senhor! Olhe minhas faltas.

Meu orgulho foi quebrado, eu agora sou uma coisa digna de pena.”

 

A quintessencia da profunda paz nos olhos do seu sábio,

Com um sorriso luminoso Vasishtha ordena em silêncio:

“Arundhati! Eu desejo um pouco de sal do poderoso sábio

Vishwamitra, portanto, corra.”

“Suas palavras abalaram todo o meu corpo, eu vejo a minha desgraça.

As tristezas do mundo todo crescem dentro de mim.

Ora! Nenhuma alma para acalmar o meu coração triste.

Foi Vishwamitra, o rei cruel,

Quem massacrou meus cem filhos de conhecimento sem fim.

A canção do espírito-sentimental dos meus filhos

Eu não ouvirei mais; que falta! Meu coração não mais

Sente a calma e a alegria deles no olhar atento do Espírito.

Você, meu Senhor, é a raiz das dores do meu coração.

Pois você passou para além das grades eternas

Aqueles atiradores-heróis arrancados da minha carne.

 

Por que a sua voz ficou por trás das palavras guardadas

‘Vishwamitra, o maior dos sábios verdadeiramente’?”

Pelas profundezas da noite Vasishtha desvelou a verdade.

“O meu amor por ele é ilimitado, Arundhati.

Faíscas infinitas de generosidade queimam dentro de mim.

O conhecimento supremo ele ainda tem que fingir: Então

Como eu posso falsamente entitulá-lo Brahman-seguidor?

Seu coração arde por ser o vidente divino.

Únicas, são suas asas flamejantes de elevada aspiração.”

 

Tremendo enrubescido de revolta veio

Vishwamitra, cego, diante da palavra do sábio.

“Agora chega, eu o matarei, se ele continuar

Não me nomeando como o sábio Deus-onisciente.”

Repentinamente, uma revelação em forma de visão apareceu em sua mente

Conforme ouviu as generosas palavras do inigualável vidente.

Caiu curvado e beijou os pés sagrados do Mestre.

“Levante, Oh rei de todos os videntes, levante.”

“Ora! Meu senhor, não envergonhe este eu mortal.

Os olhos de titãs das minhas crueldades nuas

Não merecem, eu bem sei, o seu divino perdão.”

 

Do alto da serena-vastidão Vasishtha falou:

“Que necessidade urgente impele o seu raro advento?”

A voz arrasada de Vishwamitra murmurou:

“Meu coração agora flameja para possuir Brahman, o Único.

O Senhor do meu coração preenche o meu desejo branco.”

“Corra para Ananta – a Serpente eterna,

O condutor sem fim dessa esfera criada.

Não duvide que o meu amor sempre irá ancorar a sua alma.”

“Oh Senhor Ananta! Eu invoco a sua graça sublime.

Revele o caminho iluminado para conhecer o Único.”

“Vishwamitra, este estupendo poder eu tenho.

Mas antes que eu satisfaça a sua escolha, a sua força divina

Eu preciso avaliar. Torne-se agora todo ouvidos.

Você vê o globo terrestre? – toda essa vastidão é minha!

Se a sua força tem certeza de segurar esse peso grandioso

A você eu darei o conhecimento do Único.”

O orgulhoso rei-sábio replicou: “Sobre a minha cabeça

Largue tudo: eu sustentarei o peso gigantesco da terra.”

Veja! Ele afundou no enorme golfo do desastre.

Ora! Rapidamente o globo movimentou os seus sentidos,

Terror incessante torturou as suas veias pulsantes.

Nenhuma vontade-vulcânica poderia acalmar o universo,

Um tenebroso vazio diante da sua mera forma humana.

Mas Ananta sorriu e falou: “Por fim você foi conhecedor

Do tamanho do seu poder. Ouça-me, Oh sábio!

Use para a sua força os frutos da companhia

Das almas sagradas, se alguma você conhecesse.

Chama para a sua ajuda de uma vez, a memória

Do elevado humor delas. Longe de você passará o

Perigo.” Num piscar de olhos o gigantesco nome de Vasishtha

Surgiu na sua mente. O elevado comando de Ananta

Ele cumpriu. A terra era toda silêncio.

A tranquilidade inundava o seu coração.

“Oh tolo imprudente! Implore a generosidade de Vasishtha.

Ninguém na terra além dele pode satisfazer a sua fome.

O enorme poder da sua brilhante presença

Salvou você de conjunturas perigosas e fortaleceu o seu coração

Para suportar a terra colossal, Oh alma cega!

Vá e ore por seu refúgio, o tempo passa rápido.”

 

Ele voltou à elevada cabana de Vasishtha.

Quão profunda a sua tristeza, nenhuma alma na terra pode sonhar.

“Oh Mestre, eu imploro a seus pés ilustres,

Eu oro, não me mande embora dessa vez.”

“Sua aspiração como elevada-águia recebe a Coroa.

Vishwamitra, a você eu dou a vitória.

A inveja e o orgulho poderiam ter velado a sua mente e então

O conhecimento supremo eu não lhe dei anteriormente.

A mente humilde e o coração valente o ganham agora.”

 

O que é a névoa da quimera ou o milagre de hoje

Foi a divina e imaculada verdade de outrora.

Imensurável por nossos pensamentos humanos

Era a presença e o poder iluminado do régio Vasishtha.

Mas lá do Alto almas ainda mais incomparáveis

Virão sobre a nossa imperecível Índia.

O poder dos antigos videntes vai desaparecer

Diante das almas que virão com uma nova Luz;

E ela se sentará no trono de esplendor do mundo.

 

Impresso primeiramente na publicação entitulada O Infinito: Sri Aurobindo, pág. 19, pelo Ashram de Sri Aurobindo, Pondicherry, Índia, em 1956.

trecho traduzido de Sri Aurobindo

 

“A velocidade da musa esteve incorporada na imagem do Pégaso, o cavalo celestial da lenda grega. Através das rápidas batidas dos seus cascos na rocha que Hippocrene fluiu. As águas da Poesia fluem numa corrente ou numa torrente. Onde há pausa ou falta, tal é o sinal de obstrução no córrego da mente que as águas escolheram como leito e receptáculo. Na Índia existe a mesma ideia. Saraswati é para nós a deusa da poesia, e seu nome significa o córrego, ou “aquela que se movimenta num fluxo”. Mas mesmo Saraswati é apenas um intermediário. Ganga (n.d.t: o rio Ganges) é a verdadeira genitora da inspiração; é ela quem flui impetuosamente a partir da cabeça de Mahadev, o Deus alto entronado, pelos himalaias da mente e pelas casas e cidades do homem. Toda a poesia é uma inspiração, uma coisa insuflada a partir das alturas no órgão pensante. Ela se guarda na mente, mas nasce no princípio mais elevado do conhecimento direto ou visão ideal que ultrapassa a mente. Em verdade, é uma revelação. O poder profético ou revelador enxerga a substância; a inspiração discerne a expressão correta. Nenhuma delas é produzida. Também a poesia não é uma poiesis ou composição, e nem mesmo uma criação, mas antes a revelação de algo que existe eternamente. Os ancestrais sabiam dessa verdade e utilizaram a mesma palavra para poeta e profeta, criador e vidente, sophos, vates, kavi.

“Mas há diferença na manifestação. A maior movimentação da poesia ocorre quando a mente é silente e o princípio ideal age acima e fora do cérebro, acima mesmo do lótus de cem pétalas da mente ideal, no seu próprio império; então o que se revela é o Veda, a substância perfeita e expressão da verdade eterna. Essa ideação superior transcende a genialidade, assim como a genialidade transcende o intelecto e percepção ordinárias. Contudo, essa grande faculdade continua além do nível normal da nossa evolução. Costumamos ver a ação da poesia revelação e inspiração vindo diretamente dos centros corretos nua e forte, simples e sublime, ou rica e esplêndida; ou pode se fazer romântica ou clássica; mas sempre será sentida como a coisa certa para o seu propósito; nobre ou exuberante inevitável.”

“…

Flores e árvores são a poesia da Natureza; o jardineiro é um poeta romântico que adiciona riqueza, complexidade em efeitos e simetria a uma língua antes discernida em simplicidade, franqueza e implícitas cor e encanto.

O som é mais essencial à poesia do que o sentido…

Um pensamento nobre enquadrado numa sentença hábil sempre encantará por sua virtude de completude preenchedora, mas nunca transportará a sublime agonia de enlevo que uma linha de melodia perfeita traz a uma alma sensível.

– Sri Aurobindo, Stray Thoughts

O único propósito da Arte é descobrir beleza interior e exterior. E a Arte é em si uma autoexpressão dos diferentes níveis de Consciência.

O misterioso slogan “Arte por amor à Arte” expressado por Victor Cousin é, no entanto, apenas parcialmente verdade. Citando Sri Aurobindo: “Certamente Arte por amor à Arte – Arte como uma forma perfeita e uma descoberta de Beleza; mas também a Arte por amor à alma, por amor ao espírito e pela expressão de tudo que a alma, o espírito, quer alcançar através do meio que é a Beleza.”

 

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Pérolas de Sabedoria do Ocidente e comentários devotados de Sri Chinmoy, extraídos do livro Pensadores-Filósofos do Ocidente, editora Agbook

Poemas e citações de Jalaludin Rumi

Saiba que o seu corpo cultiva o espírito,

ajuda-o a crescer, e então lhe dá conselhos errados.

O corpo se tornar, por fim, como uma armadura

de cota-de-malha em dias de paz,

quente demais no verão, e fria demais no inverno.

-Rumi

Dentro desse novo amor, morra.

Seu caminho começa no outro lado.

Torne-se o céu.

Leve o machado ao muro da prisão.

Fuja.

Saia andando como alguém de repente nascido para as cores.

Faça agora.

Você está coberto de uma nuvem espessa.

Deslize para fora. Morra,

e silencia. Silêncio é o mais certo sinal

de que você morreu.

A sua vida antiga era uma fuga frenética

do silêncio.

 

A lua cheia emudecida

sai agora.

-Rumi

Você pensa que sei o que estou fazendo?

Que por um respiro ou meio respiro pertenço a mim mesmo:

Tanto quanto uma caneta sabe o que está escrevendo,

ou a bola pode saber para onde vai em seguida.

-Rumi

Seja uma folha de papel com nada escrito.

Seja um lugar no chão onde nada cresce,

onde algo possa ser plantado,

uma semente, possivelmente, do Absoluto.

-Rumi

Seja a neve derretendo.

Lave-se de si mesmo.

Uma flor branca cresce no silêncio.

Que sua língua se torne essa flor.

-Rumi

Ouça-me: por um momento,

largue de ficar triste. Ouça bênçãos

caindo em flores

ao seu redor. Deus.

-Rumi

Há um frenesi estranho na minha cabeça,

de pássaros voando,

cada partícula circulando por conta própria.

Estaria Aquele que eu amo em todo lugar?

-Jalaludin Rumi

“No Silêncio há uma eloquência.

Pare de tecer e veja

como o bordado melhora.”

-Rumi

“Esvazie-se das preocupações.

Pense Naquele que criou os pensamentos!

 

Porque você permanece na prisão,

Quando a porta está tão aberta?

 

  • Rumi

Poemas selecionados de Rabindranath Tagore

Se chorar porque o sol

saiu da sua vida,

suas lágrimas não deixarão

que enxergue as estrelas.

 

  • Rabindranath Tagore

A verdade chega como um conquistador

apenas para aqueles

que perderam a arte de recebê-la

como uma amiga.

 

  • Rabindranath Tagore

“Uma vida de nada nada vale,

Do primeiro nada, o nascimento,

Até o último nada, debaixo da terra.”

– Tennyson

 

Mas digamos o contrário em referência à vida do imortal poeta da Índia, Rabindranath Tagore:

“Uma vida de plenitude repleta vale,

Da primeira plenitude, o nascimento,

Até a última plenitude, além da Terra.”

 

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Pérolas de Sabedoria do Ocidente e comentários devotados de Sri Chinmoy, extraídos do livro Pensadores-Filósofos do Ocidente, editora Agbook

*

Que reste de mim apenas o pouco que me faça chamar-Te meu todo.

Que reste da minha vontate apenas o pouco que me faça sentir-Te em todos os lados, e buscar a Ti em tudo, e oferecer-me a Ti o meu amor a todo momento.

Que reste de mim apenas o pouco que me faça nunca esconder-Te.

Que reste das minhas amarras apenas o pouco que me faça atado à Tua vontade, que o Teu propósito se cumpra na minha vida – tais são as amarras do Teu amor.

*

Onde a mente não teme e a cabeça se ergue;

Onde o conhecimento é livre;

Onde o mundo não foi partido em pedaços por finas paredes domésticas;

Onde as palavras vêm do cerne da verdade;

Onde a busca incansável estende seus braços em direção à perfeição;

Onde o fio da razão não se perdeu no árido deserto dos hábitos mortos;

Onde a mente é conduzida adiante por Ti em ação e pensamentos sempre vastificantes –

Nesse céu de liberdade, meu Pai, que a minha pátria desperte.

*

Tal é a minha oração a Ti, meu senhor – avance, avance à raíz da tristeza no meu coração.

Conceda-me a força para suportar com leveza minhas alegrias e tristezas.

Conceda-me a força para tornar meu amor frutificado em serviço.

Conceda-me a força para nunca abusar dos pobres ou ceder ao poder insolente.

Conceda-me a força para alçar minha mente muito além das frivolidades do dia a dia.

E conceda-me a força para render com amor a minha força à Tua vontade.

*

  • Rabindranath Tagore

Tal é a minha oração a Ti, meu senhor – avance, avance à raiz da tristeza no meu coração.

Conceda-me a força para suportar com leveza minhas alegrias e tristezas.

Conceda-me a força para tornar meu amor frutificado em serviço.

Conceda-me a força para nunca abusar dos pobres ou ceder ao poder insolente.

Conceda-me a força para alçar minha mente muito além das frivolidades do dia a dia.

E conceda-me a força para render com amor a minha força à Tua vontade.

– Rabindranath Tagore

Onde a mente não teme e a cabeça se ergue;

Onde o conhecimento é livre;

Onde o mundo não foi partido em pedaços por finas paredes domésticas;

Onde as palavras vêm do cerne da verdade;

Onde a busca incansável estende seus braços em direção à perfeição;

Onde o fio da razão não se perdeu no árido deserto dos hábitos mortos;

Onde a mente é conduzida adiante por Ti em ação e pensamentos sempre vastificantes –

Nesse céu de liberdade, meu Pai, que a minha pátria desperte.

  • Rabindranath Tagore

Que reste de mim apenas o pouco que me faça chamar-Te meu todo.

Que reste da minha vontate apenas o pouco que me faça sentir-Te em todos os lados, e buscar a Ti em tudo, e oferecer a Ti o meu amor a todo momento.

Que reste de mim apenas o pouco que me faça nunca esconder-Lhe.

Que reste das minhas amarras apenas o pouco que me faça atado à Tua vontade, que o Teu propósito se cumpra na minha vida – tais são as amarras do Teu amor.

– Rabindranath Tagore

Poemas de amor de Mirabai

 

Mirabai – biografia

(extraído da Wikipedia sobre Mirabai)

Mirabai (1498-1547) (outras transliterações Meera; Mira; Meera Bai) foi a mais importante poetiza hindu da Índia medieval…

Seus poemas e canções, denominados bhajans fazem parte da tradição religiosa denominada bhakti, ou do amor devocional, dirigido principalmente a Krishna. Juntamente com Tukaram, Kabir, Guru Nanak, Tulsidas, Ramananda e Caitanya, Mira é considerada um dos expoentes da tradição hindu de bhakti.

Mira nasceu como uma nobre (da casta dos xátrias), no Rajastão e fazia parte de um dos mais importantes clãs locais, os Rajputs. Ela casou-se com o príncipe Bhoj Raj e se tornou a rainha de Chittor, a cidade estado tida como a mais importante de todo Rajpur.

A sua imensa devoção por Krishna a fez desposá-lo em segredo e com a morte de seu esposo ela se recusou a cometer sati. Essa atitude fez com que o regente do trono passasse a perseguir Mira, tramando por sua morte e tentando levá-la a cabo por algumas vezes.

Mira abandou a corte e passou a peregrinar pelos locais sagrados ligados à vida de Krishna, tais como Mathura, Vrindavana e Dwarka, compondo os seus poemas e cantando os seus bhajans, em grande êxtase devocional, até que por fim ela milagrosamente foi absorvida por uma deidade de Krishna em Dwarka.

Porque Mirabai não pode voltar para sua antiga casa

As cores do Escuro penetraram o corpo de Mira;

todas as outras cores desapareceram.

Amando o Escuro e pouco comendo,

isso são minhas pérolas e turmalinas.

Rosário de meditação e a marca na testa,

tais são os meus adereços e anéís.

Isso é beleza feminina suficiente para mim;

aprendi isso com meu professor.

Aprovada ou reprovada, eu louvo a Energia da Montanha

dia e noite.

Tomo o caminho que os seres humanos extasiados

tomaram por séculos.

Não roubo dinheiro e não agrido ninguém;

do que me acusarão?

Senti o balanço dos ombros do elefante;

e agora você quer que me sente num asno?

tente agir com seriedade.

Mirabai*

(*Mirabai – Ecstatic Poems, versions by Robert Bly e Jane Hirshfield)

 

O colar

Ó amiga, sento-me só enquanto o mundo dorme.

No palácio que abrigou o prazer do amor dorme a abandonada.

Ela que uma vez juntou um colar de pérolas hoje tece lágrimas.

Ele me deixou. A noite passa enquanto eu conto estrelas.

Quando chegará a Hora?

Essa tristeza precisa acabar. Mira diz:

“Sustentador de Montanhas, volte.”

– Mirabai*

(*Mirabai – Ecstatic Poems, versions by Robert Bly e Jane Hirshfield)

 

A flecha

Meu professor atirou uma flecha

Que me trespassou.

Agora a sua ausência fere o meu coração

E meu corpo inquieto.

Minha mente não vaga mais – o amor a mantém coesa.

Agora estou acorrentada.

Quem conhece a minha dor, senão ele?

Um choro indefeso, interminável.

Amigas, digam-me – o que mais posso fazer?

Mira diz ao seu Senhor: conceda-me a sua presença ou a morte.

– Mirabai*

(*Mirabai – Ecstatic Poems, versions by Robert Bly e Jane Hirshfield)

 

Não me proíba, mãe

Não me proíba, mãe; estou indo visitar homens santos.

Conheço um com o rosto negro; eu sou dele, o resto é nada.

Onde eu vivo, todos dormem; meus olhos abertos noite adentro.

Se o mundo não admira o Senhor, ele é louco; que sabedoria possui o mundo?

O que estou dizendo? O Senhor está dentro de mim; ao invés do sono.

Algumas lagoas têm água durante quatro meses do ano; mas eu fico longe delas.

A água de Hari verte; isso é o que basta para a minha sede.

Você diz que ele é negro; eu digo belo. Estou indo ver o seu rosto.

A dor de Mira vem da separação; o que ela quiser fazer, ela fará.

– Mirabai*

(*Mirabai – Ecstatic Poems, versions by Robert Bly e Jane Hirshfield)

 

Mira só quer se unir aos elefantes e papagaios

Ó Amado, foi prometido que todos que disserem o Nome serão salvos.

Pelo seu poder, as rochas perdem a dureza,

Derretendo como gelo virando água; a terra fica macia, cedendo.

Eu também sinto essa atração.

Não guardei mérito, sei bem o peso dos meus pecados.

Uma cortesã ensinou o papagaio a repetir o Seu nome

E foi levada ao céu de Vishnu.

Um elefante que se banhava balbuciou o Seu nome e você voou para a terra

Das costas de Garuda, correndo para ajudá-lo –

Abriram-se as mandíbulas do crocodilo.

Libertou-se também aquele elefante do renascimento; chega de úteros animais para ele.

Ajamil deu ao seu filho o Seu nome, chamando-o no leito de morte.

Você respondeu. O medo da morte desapareceu.

Todos conhecem essas histórias,

E você sabe quais seres lhe deram seus corações por completo.

Sua serva Mira faz uma pergunta:

Por que você não me salva?

– Mirabai*

(*Mirabai – Ecstatic Poems, versions by Robert Bly e Jane Hirshfield)

 

É tudo mentira minha

Em todas as minhas vidas você esteve comigo; lembro disso durante o dia e durante a noite.

Quando você some da minha vista, fico inquieta durante o dia e durante a noite, ardendo.

Subo as colinas; busco sinais do seu retorno; meus olhos inchados de lágrimas.

O oceano da vida – isso não é real; laços de família, obrigações mundadas – isso não é real.

É a sua beleza o que me deixa embriagada.

O Senhor da Mira é a Grande Serpente Negra. Esse amor brota do solo do coração.

– Mirabai*

(*Mirabai – Ecstatic Poems, versions by Robert Bly e Jane Hirshfield)

 

Mira, a abelha

Ó minhas amigas,

O que poderiam me ensiar sobre o Amor,

Cujos caminhos são repletos de estranheza?

Quando oferece ao Grandioso o seu amor,

Ao primeiro passo seu corpo é esmagado.

Esteja pronta para oferecer sua cabeça como assento.

Esteja pronta para orbitar sua lamparina como uma mariposa cedendo à luz,

Viver como o cervo correndo em direção ao caçador,

Como o perdiz que engole brasas por amor à lua,

Como o peixe que afastado do mar morre feliz.

Tal como a abelha presa para sempre no fechar da doce flor,

Mira ofereceu-se ao seu Senhor.

Ela diz: o Lótus solitário a engolirá viva.

– Mirabai*

(*Mirabai – Ecstatic Poems, versions by Robert Bly e Jane Hirshfield)

Mensagens e ensinamentos do Buda (e Dhammapada)

No final

é isso o que mais importa:

Quão bem você amou?

Quão plenamente viveu?

Quão completamente largou?

 

  • O Senhor Buda

O ódio não cessa com o ódio,

mas somente com o amor;

essa é a lei eterna.

 

  • O Senhor Buda

Supere a raiva com o amor;

supere o mal com o bem;

supere a avareza com a generosidade,

e o mentiroso com a verdade.

 

Brilha o sol durante o dia,

À noite brilha a lua;

Brilha o guerreiro na sua armadura,

Brilha o sábio na sua meditação;

Mas, dia e noite, o Iluminado sempre brilha, tudo iluminando.

 

– do Dhammapada (Buda)

Ensinamentos e mensagens de Anandamayee Ma

anandamayi ma foto mensagensDiga a verdade a todos. Segredos, timidez e ofuscação se igualam a enganar. Isso apenas mancha a mente e faz com que a pessoa flutue num mar de tristeza.

Uma vida cheia de verdade, pura e sagrada tende à alegria e felicidade suprema.

-Anandamayee Ma

Poder realmente amar Deus – tal é a consumação de todo o amor.

-Anandamayee Ma

Quer isso o agrade ou não, você terá de fazer o Eterno o seu companheiro constante, assim como um remédio que deve ser tomado. Sem amar Deus você não chegará em lugar algum. Lembre-se disso a toda hora.

-Anandamayee Ma

O fato é que Ele está em todo lugar a toda hora.

O esforço por despertar à sua natureza verdadeira é o dever do homem como um ser humano.

-Anandamayee Ma

É possível praticar o Nome de Deus nas mais adversas circunstâncias. Ele causa todos os acontecimentos e portanto está sempre perto.

-Anandamayee Ma

Quem pode ser chamado de amigo? Aquele que faz a sua mente se voltar ao Amado – ele é o seu melhor amigo. Mas uma pessoa que desvia os seus pensamentos para longe Dele e o tenta a progredir rumo à morte é um inimigo, e não um amigo. Tente corrigir-se. Aquele que não faz esforço para se melhorar está na verdade cometendo suicídio.

-Anandamayee Ma

Só pode haver paz quando Deus, a fonte de paz, que é o fim de tudo, está entronado em nosso coração.

-Anandamayee Ma

Na verdade, vocé é prole do Imortal. O seu verdadeiro ser é Verdade, Bondade, Beleza.

-Anandamayee Ma

Se a vida em família é vivida num espírito de serviço, não há opportunidade para formar laços, porque as pessoas almejam por Ele apenas. No entanto, para conseguir manter essa postura de serviço, assim como um relógio precisa de corda uma vez ao dia, é necessário dar corda à mente todas as manhãs e noites; isso é, sentar-se em silêncio para meditação ou japa.

-Anandamayee Ma

Seja um servidor do verdadeiro Governo.

-Anandamayee Ma

O que você tem de fazer, faça-o bem e com toda a sua força. Ao persistir você graduamente desenvolverá interesse naquilo e passará a amar essa coisa.

-Anandamayee Ma

Ser humano quer dizer ser um buscador da Verdade.

-Anandamayee Ma

Quando o coração está cheio de desejos mundanos, é da natureza deles fazerem a mente ficar confusa. É por isso que o esforço é necessário.

-Anandamayee Ma