Mensagens e frases de Mirra Alfassa, A Mãe

Na completude integral da qualidade absoluta do amor, (que é) a doação de si, reside a condição essencial de perfeita paz, a base indispensável de uma beatitude ininterrupta.

-Mirra Alfassa, The Mother

É justamento quando tudo parece ir de mal a pior que devemos fazer um esforço supremo de fé e saber que a Graça não falha.

-Mirra Alfassa, The Mother

Que poder é o Teu, Ó Senhor de toda a existência, que um átomo da Tua alegria basta para dispertar tantas sombras e dores, que um raio da Tua glória é capaz de iluminar a rocha mais sem vida, a consciência mais negra.

-Mirra Alfassa, The Mother

Senhor, aspiramos por ser Teus valentes guerreiros, para que a Tua glória possa se manifestar na Terra.

– Mirra Alfassa, The Mother

Ó Senhor, tenho um vislumbre da infinita felicidade que é o destino daqueles cuja vida é inteiramente consagrada a Ti.

-Mirra Alfassa, the Mother

Para trilhar o caminho você precisa de uma intrepidez destemida, você nunca deve se trair com esse movimento egoísta, mesquinho, fraco e feio que é o medo.

Um coragem invencível, uma sinceridade perfeita, uma completa auto-doação, a ponto de não calcular ou barganhar, não dar com a ideia de receber, nao se oferecer com a intenção de ser protegido, não ter uma fé que exige provas – isso é indispensável para progredir no caminho – isso apenas pode abrigá-lo de todos os perigos.

– Mirra Alfassa, The Mother

Poemas e escritos poéticos de Sri Aurobindo

Um Amor ardente de brancas

fontes espirituais

Anulou a tristeza das

profundezas ignorantes;

O sofrimento se perdeu

em seu sorriso imortal.

 

  • Sri Aurobindo

Na completude integral da qualidade absoluta do amor, (que é) a doação de si, reside a condição essencial de perfeita paz, a base indispensável de uma beatitude ininterrupta.

-Mirra Alfassa, The Mother

É justamento quando tudo parece ir de mal a pior que devemos fazer um esforço supremo de fé e saber que a Graça não falha.

-Mirra Alfassa, The Mother

Que poder é o Teu, Ó Senhor de toda a existência, que um átomo da Tua alegria basta para dispertar tantas sombras e dores, que um raio da Tua glória é capaz de iluminar a rocha mais sem vida, a consciência mais negra.

-Mirra Alfassa, The Mother

Senhor, aspiramos por ser Teus valentes guerreiros, para que a Tua glória possa se manifestar na Terra.

– Mirra Alfassa, The Mother

Para a alegria

E não para a dor

A Terra foi criada.

 

  • Sri Aurobindo

 

Ó Senhor, tenho um vislumbre da infinita felicidade que é o destino daqueles cuja vida é inteiramente consagrada a Ti.

-Mirra Alfassa, the Mother

O Divino se dá àqueles que se dão sem reservas e em todas as suas partes ao Divino. Para eles é a calma, a luz, o poder, o deleite, a liberdade, a amplitude, as altitudes do conhecimento, os mares da Bem-aventurança.

-Sri Aurobindo

Aja sempre como se sob o olhar do próprio Supremo e da Mãe Divina. Nada faça, nada pense, nada sinta que seja indigno da Presença Divina.

-Sri Aurobindo

Você precisa fazer crescer em si a paz que nasce da certeza da vitória.

-Sri Aurobindo

Para trilhar o caminho você precisa de uma intrepidez destemida, você nunca deve se trair com esse movimento egoísta, mesquinho, fraco e feio que é o medo.

Um coragem invencível, uma sinceridade perfeita, uma completa auto-doação, a ponto de não calcular ou barganhar, não dar com a ideia de receber, nao se oferecer com a intenção de ser protegido, não ter uma fé que exige provas – isso é indispensável para progredir no caminho – isso apenas pode abrigá-lo de todos os perigos.

– Mirra Alfassa, The Mother

 

…Abra a minha mente, o meu coração, a minha vida à sua Luz, ao seu Amor, ao seu Poder. Que em todas as coisas eu possa enxergar o Divino.

-Sri Aurobindo

Mantra oferecido a um aluno (em tradução ao português)

Letters on Himself and the Ashram

Voltar-se para o Divino é a única verdade na vida.

-Sri Aurobindo

“O Ideal do Perdão”

(Primeira publicação em 1956)

 

Lentamente, a rainha das virgens astrais se move

Através do abraço gigante das abundantes nuvens.

Abaixo, o córrego sinuoso murmura alto.

O panorama melancólico da luz da lua

Captura os corações dos amantes do cerne da beleza.

O esplendor e o deleite da nossa terra agora surge sublime.

O transe que guia a cabana de puro-fogo de Vasishtha

Está muito longe da visão distorcida de todos os mortais.

Suas árvores e botões e flores não têm igual.

A enxurrada de suas magníficas torrentes compele

O Éden a se curvar a elas com todo o seu brilho.

Um dardo de dores sombrias tortura o seu coração.

Ele chora bem alto: “Oh Senhor! Olhe minhas faltas.

Meu orgulho foi quebrado, eu agora sou uma coisa digna de pena.”

 

A quintessencia da profunda paz nos olhos do seu sábio,

Com um sorriso luminoso Vasishtha ordena em silêncio:

“Arundhati! Eu desejo um pouco de sal do poderoso sábio

Vishwamitra, portanto, corra.”

“Suas palavras abalaram todo o meu corpo, eu vejo a minha desgraça.

As tristezas do mundo todo crescem dentro de mim.

Ora! Nenhuma alma para acalmar o meu coração triste.

Foi Vishwamitra, o rei cruel,

Quem massacrou meus cem filhos de conhecimento sem fim.

A canção do espírito-sentimental dos meus filhos

Eu não ouvirei mais; que falta! Meu coração não mais

Sente a calma e a alegria deles no olhar atento do Espírito.

Você, meu Senhor, é a raiz das dores do meu coração.

Pois você passou para além das grades eternas

Aqueles atiradores-heróis arrancados da minha carne.

 

Por que a sua voz ficou por trás das palavras guardadas

‘Vishwamitra, o maior dos sábios verdadeiramente’?”

Pelas profundezas da noite Vasishtha desvelou a verdade.

“O meu amor por ele é ilimitado, Arundhati.

Faíscas infinitas de generosidade queimam dentro de mim.

O conhecimento supremo ele ainda tem que fingir: Então

Como eu posso falsamente entitulá-lo Brahman-seguidor?

Seu coração arde por ser o vidente divino.

Únicas, são suas asas flamejantes de elevada aspiração.”

 

Tremendo enrubescido de revolta veio

Vishwamitra, cego, diante da palavra do sábio.

“Agora chega, eu o matarei, se ele continuar

Não me nomeando como o sábio Deus-onisciente.”

Repentinamente, uma revelação em forma de visão apareceu em sua mente

Conforme ouviu as generosas palavras do inigualável vidente.

Caiu curvado e beijou os pés sagrados do Mestre.

“Levante, Oh rei de todos os videntes, levante.”

“Ora! Meu senhor, não envergonhe este eu mortal.

Os olhos de titãs das minhas crueldades nuas

Não merecem, eu bem sei, o seu divino perdão.”

 

Do alto da serena-vastidão Vasishtha falou:

“Que necessidade urgente impele o seu raro advento?”

A voz arrasada de Vishwamitra murmurou:

“Meu coração agora flameja para possuir Brahman, o Único.

O Senhor do meu coração preenche o meu desejo branco.”

“Corra para Ananta – a Serpente eterna,

O condutor sem fim dessa esfera criada.

Não duvide que o meu amor sempre irá ancorar a sua alma.”

“Oh Senhor Ananta! Eu invoco a sua graça sublime.

Revele o caminho iluminado para conhecer o Único.”

“Vishwamitra, este estupendo poder eu tenho.

Mas antes que eu satisfaça a sua escolha, a sua força divina

Eu preciso avaliar. Torne-se agora todo ouvidos.

Você vê o globo terrestre? – toda essa vastidão é minha!

Se a sua força tem certeza de segurar esse peso grandioso

A você eu darei o conhecimento do Único.”

O orgulhoso rei-sábio replicou: “Sobre a minha cabeça

Largue tudo: eu sustentarei o peso gigantesco da terra.”

Veja! Ele afundou no enorme golfo do desastre.

Ora! Rapidamente o globo movimentou os seus sentidos,

Terror incessante torturou as suas veias pulsantes.

Nenhuma vontade-vulcânica poderia acalmar o universo,

Um tenebroso vazio diante da sua mera forma humana.

Mas Ananta sorriu e falou: “Por fim você foi conhecedor

Do tamanho do seu poder. Ouça-me, Oh sábio!

Use para a sua força os frutos da companhia

Das almas sagradas, se alguma você conhecesse.

Chama para a sua ajuda de uma vez, a memória

Do elevado humor delas. Longe de você passará o

Perigo.” Num piscar de olhos o gigantesco nome de Vasishtha

Surgiu na sua mente. O elevado comando de Ananta

Ele cumpriu. A terra era toda silêncio.

A tranquilidade inundava o seu coração.

“Oh tolo imprudente! Implore a generosidade de Vasishtha.

Ninguém na terra além dele pode satisfazer a sua fome.

O enorme poder da sua brilhante presença

Salvou você de conjunturas perigosas e fortaleceu o seu coração

Para suportar a terra colossal, Oh alma cega!

Vá e ore por seu refúgio, o tempo passa rápido.”

 

Ele voltou à elevada cabana de Vasishtha.

Quão profunda a sua tristeza, nenhuma alma na terra pode sonhar.

“Oh Mestre, eu imploro a seus pés ilustres,

Eu oro, não me mande embora dessa vez.”

“Sua aspiração como elevada-águia recebe a Coroa.

Vishwamitra, a você eu dou a vitória.

A inveja e o orgulho poderiam ter velado a sua mente e então

O conhecimento supremo eu não lhe dei anteriormente.

A mente humilde e o coração valente o ganham agora.”

 

O que é a névoa da quimera ou o milagre de hoje

Foi a divina e imaculada verdade de outrora.

Imensurável por nossos pensamentos humanos

Era a presença e o poder iluminado do régio Vasishtha.

Mas lá do Alto almas ainda mais incomparáveis

Virão sobre a nossa imperecível Índia.

O poder dos antigos videntes vai desaparecer

Diante das almas que virão com uma nova Luz;

E ela se sentará no trono de esplendor do mundo.

 

Impresso primeiramente na publicação entitulada O Infinito: Sri Aurobindo, pág. 19, pelo Ashram de Sri Aurobindo, Pondicherry, Índia, em 1956.

trecho traduzido de Sri Aurobindo

 

“A velocidade da musa esteve incorporada na imagem do Pégaso, o cavalo celestial da lenda grega. Através das rápidas batidas dos seus cascos na rocha que Hippocrene fluiu. As águas da Poesia fluem numa corrente ou numa torrente. Onde há pausa ou falta, tal é o sinal de obstrução no córrego da mente que as águas escolheram como leito e receptáculo. Na Índia existe a mesma ideia. Saraswati é para nós a deusa da poesia, e seu nome significa o córrego, ou “aquela que se movimenta num fluxo”. Mas mesmo Saraswati é apenas um intermediário. Ganga (n.d.t: o rio Ganges) é a verdadeira genitora da inspiração; é ela quem flui impetuosamente a partir da cabeça de Mahadev, o Deus alto entronado, pelos himalaias da mente e pelas casas e cidades do homem. Toda a poesia é uma inspiração, uma coisa insuflada a partir das alturas no órgão pensante. Ela se guarda na mente, mas nasce no princípio mais elevado do conhecimento direto ou visão ideal que ultrapassa a mente. Em verdade, é uma revelação. O poder profético ou revelador enxerga a substância; a inspiração discerne a expressão correta. Nenhuma delas é produzida. Também a poesia não é uma poiesis ou composição, e nem mesmo uma criação, mas antes a revelação de algo que existe eternamente. Os ancestrais sabiam dessa verdade e utilizaram a mesma palavra para poeta e profeta, criador e vidente, sophos, vates, kavi.

“Mas há diferença na manifestação. A maior movimentação da poesia ocorre quando a mente é silente e o princípio ideal age acima e fora do cérebro, acima mesmo do lótus de cem pétalas da mente ideal, no seu próprio império; então o que se revela é o Veda, a substância perfeita e expressão da verdade eterna. Essa ideação superior transcende a genialidade, assim como a genialidade transcende o intelecto e percepção ordinárias. Contudo, essa grande faculdade continua além do nível normal da nossa evolução. Costumamos ver a ação da poesia revelação e inspiração vindo diretamente dos centros corretos nua e forte, simples e sublime, ou rica e esplêndida; ou pode se fazer romântica ou clássica; mas sempre será sentida como a coisa certa para o seu propósito; nobre ou exuberante inevitável.”

“…

Flores e árvores são a poesia da Natureza; o jardineiro é um poeta romântico que adiciona riqueza, complexidade em efeitos e simetria a uma língua antes discernida em simplicidade, franqueza e implícitas cor e encanto.

O som é mais essencial à poesia do que o sentido…

Um pensamento nobre enquadrado numa sentença hábil sempre encantará por sua virtude de completude preenchedora, mas nunca transportará a sublime agonia de enlevo que uma linha de melodia perfeita traz a uma alma sensível.

– Sri Aurobindo, Stray Thoughts

O único propósito da Arte é descobrir beleza interior e exterior. E a Arte é em si uma autoexpressão dos diferentes níveis de Consciência.

O misterioso slogan “Arte por amor à Arte” expressado por Victor Cousin é, no entanto, apenas parcialmente verdade. Citando Sri Aurobindo: “Certamente Arte por amor à Arte – Arte como uma forma perfeita e uma descoberta de Beleza; mas também a Arte por amor à alma, por amor ao espírito e pela expressão de tudo que a alma, o espírito, quer alcançar através do meio que é a Beleza.”

 

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Pérolas de Sabedoria do Ocidente e comentários devotados de Sri Chinmoy, extraídos do livro Pensadores-Filósofos do Ocidente, editora Agbook

Na completude integral da qualidade absoluta do amor, (que é) a doação de si, reside a condição essencial de perfeita paz, a base indispensável de uma beatitude ininterrupta. -Mirra Alfassa, The Mother

Na completude integral da qualidade absoluta do amor, (que é) a doação de si, reside a condição essencial de perfeita paz, a base indispensável de uma beatitude ininterrupta.

-Mirra Alfassa, The Mother