Poems about Radha

*

 

You give me the sky velvet

Late night

Dark blue

Like Radha´s sari to wear

Contrasting

Her Golden skin

And black hair

With Krishna’s dark skin

And Golden wear

My Beloved,

It was by Your magic

That I spent my while

Feeling so near.

 

*

 

Radha’s Beloved

 

Beloved – are You not ashamed,

For it is You who calls Yourself so

By keeping me awake tonight.

 

*

 

 

The Prince

 

To my Prince

I dedicate this sleepless

night.

That I see Him

It can only mean

I dream.

 

Of Him Prince

I demand:

 

That He not make me wake

Unless

By the touch of His Lips

I awaken.

 

*

 

Radha, Draupadi, e todas elas

Achavam que era difícil, mas não era.

Pelo menos elas tiveram Você.

Eu… nem sei  quem Você é…

E nem sei o que acontece comigo…

Bem, na verdade, sou como elas mesmo,

Sou como uma menina reclamando sem razão

Perdida na sua emoção,

Pois na verdade Você me tem,

E eu, Você.

 

 

Radha, Draupadi, and all of them

Thought it was difficult, but it wasn´t.

At least they had You.

I… don´t even know who You are…

Nor do I know what is happening with me…

Well… come to think of it, I am really like them;

I am like a girl making baseless complaints

Lost amid her emotions,

For, as a matter of fact, You do have me,

And I have You.

 

*

 

FRAGRÂNCIA

 

beleza sem inverno

pureza e frescor eterno

aquela que sem ela

as flores não são belas

 

as abelhas brincam

buscando a alva essência

e as borboletas procuram

a reluzente existência

 

da linda rosa-pureza

– alma-fragrância-beleza –

anunciando a chegada ao mar

antes da vista alcançar

 

sol dourado-prateado

reluz no miolo dourado

por ela o Senhor embriagado

de ver é até engraçado

 

reflete a beleza-divina

nas pétalas luz-do-luar

em quem o Senhor nos ensina

o que realmente é Amar.

 

*

 

Ó Amado, Sol oriental

De face de chamas e cabelos dourados:

Fujo de você para poder vê-Lo,

Pois sei que perto demais

Eu e Você não somos mais dois.

Quero sempre ser eu e poder amá-Lo.

Corro para longe querendo alcançá-Lo;

Quanto mais para longe corro,

Mais perto você parece estar;

Mas sinto a Sua presença no meu rosto

E fujo; fujo, pois não quero mostrar

Minha face e cabelos desarrumados;

Em toda parte parece a Sua Luz estar,

E você me expõe

A à Sua forma de amar.

 

*

 

Vá, prima*, vá agora até Ele –

Eu quero espiar, aprender;

É fala, vestimenta, ou maquiagem? Ou é poção?

Conte-me, prima, como você faz –

Ele é só seu, e você Dele;

Quero aprender.

“Querida, contarei a você;

Não tenho ninguém,

Nem a mim mesma.

Dei-me a Ele;

Agora Ele sou eu;

Mais que isso não sei.”

 

*

 

Quando olho para

você, minha prima*,

imóvel, vejo o vazio dos seus

olhos; petrificada, resta apenas uma

centelha; o Universo inteiro nela

abrigado; olhando você mirando

esse vazio; sei em Quem

está pensando; Está perdida

Nele, que é o

Todo; Você nem

responde.

 

-Patanga Cordeiro

Dizem que ligas metálicas se fazem nas fornalhas – Radha

Naquele momento

quando não conseguíamos mais

enxergar

um ao outro

 

Naquele momento

do horizonte

vazio

 

Aquele foi o

momento

da mágica

 

Nunca mais

nos vimos

e ainda assim

nunca estivemos

separados

 

nunca mais

 

Aquele momento

de horizonte vazio

foi quando o

“e”

desapareceu.

 

Daquele momento em diante

deixamos de ser

Radha

e

Krishna

 

Somos

RadhaKrishna

 

Dizem que ligas metálicas

se fazem nas fornalhas

 

Original de Leena Saldanha, do livro Radha, em tradução ao português.

Poemas escritos como na pessoa de Radha conversando com Krishna.

Moda é inútil quando o seu namorado é Deus. – Radha

Em alguns dias eu visto

roupas de trabalho

em outros eu visto

roupas que funcionam

 

Não que você

perceberia,

Krishna.

 

Você me chamou de

bela

Quando eu parecia a superfície esburacada

da lua

E me ignorou

quando eu brilhava

como

a lua.

 

Moda é inútil

quando o seu

namorado

é Deus.

 

Original de Leena Saldanha, do livro Radha, em tradução ao português.

Poemas escritos como na pessoa de Radha conversando com Krishna.

Por isso sou e serei sempre Sua. – Radha

Fico imaginando

como

eles conseguem,

Krishna.

 

Centenas de milhares

de pessoas

por nem lembro quantas

vidas

todas tropeçando

com a visão borrada

buscando

sentido na vida.

 

O que é essa

mágica maldosa

que você perpetua,

Krishna?

 

Eles colocam-se

na plenitude

do ser

e ainda assim

o significado

foge das suas almas

dispersas.

 

Você me imergiu

no arcano

Fez-me tropeçar pelo

mundano

Abençoou-me com o

ridículo

E torturou-me com o

tolo.

 

Mas você nunca,

nunca,

Tirou o meu

sentido da minha vida,

Krishna.

 

Por isso

sou e serei

sempre Sua.

 

 

Original de Leena Saldanha, do livro Radha, em tradução ao português.

Poemas escritos como na pessoa de Radha conversando com Krishna.