A Copa do Mundo e o significado do esporte

Por que praticamos esportes?

Para desenvolver o sentimento de companheirismo;

Para servir a humanidade.

 

Por que assistimos esportes?

Para obtermos inspiração, entusiasmo,

Alegria e coragem.

-Sri Chinmoy

 

Fonte: http://www.srichinmoylibrary.com (original) e https://poemasfrasesemensagens.com/2018/05/01/poesia-do-mes-maio/ (imagem)

 

O exercício organiza nossas ações, traz saúde ao corpo, alegria à nossa mente, e essas coisas fazem-nos preciosos aos nossos amigos.

Thomas Jefferson, autor da Declaração de Independência, 3º Presidente dos EUA

 

O esporte tem a capacidade de nos unir e mostrar o que temos em comum.

Ban Ki Moon, Secretário-Geral da ONU

 

O esporte não é apenas uma forma de entretenimento, mas também uma ferramenta para comunicar valores que promovem o bem que está nos seres humanos e construir uma sociedade mais pacífica e fraterna. … O futebol demonstra a necessidade de treinar e trabalhar duro para alcançar metas, a importância do trabalho em equipe e de jogar limpo, a necessidade de respeitar e honrar oponentes.

Papa Francisco

 

Fonte: United Nations Association of Canada

 

Citações do livro Markings, diário pessoal do segundo Secretário-Geral da ONU, Dag Hammarskjold

Citações do livro Markings, diário pessoal do segundo Secretário-Geral da ONU, Dag Hammarskjold

 

“When you have reached the point where you no longer expect a response, you will at last be able to give in such a way that the other is able to receive, and be grateful. When Love has matured and, through a dissolution of the self into light, become a radiance, then shall the Lover be liberated from dependence upon the Beloved, and the Beloved also be made perfect by being liberated from the Lover.”

 

“To have humility is to experience reality, not in relation to ourselves, but in its sacred independence. It is to see, judge, and act from the point of rest in ourselves. Then, how much disappears, and all that remains falls into place.

In the point of rest at the center of our being, we encounter a world where all things are at rest in the same way. Then a tree becomes a mystery, a cloud a revelation, each man a cosmos of whose riches we can only catch glimpses. The life of simplicity is simple, but it opens to us a book in which we never get beyond the first syllable.”

A outra noite – Rubem Braga

“Outro dia fui a São Paulo e resolvi voltar à noite, uma noite de vento sul e chuva, tanto lá como aqui. Quando vinha para casa de táxi, encontrei um amigo e o trouxe até Copacabana; e contei a ele que lá em cima, além das nuvens, estava um luar lindo, de lua cheia; e que as nuvens feias que cobriam a cidade eram, vistas de cima, enluaradas, colchões de sonho, alvas, uma paisagem irreal.
Depois que o meu amigo desceu do carro, o chofer aproveitou o sinal fechado para voltar-se para mim:
– O senhor vai desculpar, eu estava aqui a ouvir sua conversa. Mas, tem mesmo luar lá em cima?
Confirmei: sim, acima da nossa noite preta e enlamaçada e torpe havia uma outra – pura, perfeita e linda.
– Mas, que coisa…
Ele chegou a pôr a cabeça fora do carro para olhar o céu fechado de chuva. Depois continuou guiando mais lentamente. Não sei se sonhava em ser aviador ou pensava em outra coisa.
– Ora, sim senhor…
E, quando saltei e paguei a corrida, ele me disse um ‘boa noite’ e um ‘muito obrigado ao senhor’ tão sinceros, tão veementes, como se eu lhe tivesse feito um presente de rei.”

-Rubem Braga

Os dias lindos – Carlos Drummond de Andrade

Acontece em abril, nessa curva do mês que descamba para a segunda metade. Os boletins meteorológicos não se lembraram de anunciá-lo em linguagem especial. Nenhuma autoridade, munida de organismo publicitário, tirou partido do acontecimento. Discretos, silenciosos, chegaram os dias lindos.
E aboliram, sem providências drásticas, o estatuto do calor. A temperatura ficou amena, conduzindo à revisão do vestuário. Protege-se um tudo-nada o corpo, que vivia por aí exposto e suado, bufando contra os excessos da natureza. Sob esse mínimo de agasalho, a pele contente recebe a visita dos dias lindos.
A cor. Redescobrimos o azul correto, o azul azul, que há meses se despedaçara em manchas cinzentas no branco sujo do espaço. O azul reconstituiu-se na luz filtrada, decantada, que lava também os matizes empobrecidos das coisas naturais e das fabricadas. A cor é mais cor, na pureza deste ar que ousa desafiar os vapores, emanações e fuligens da era tecnológica. E o raio de sol benevolente, pousando no objeto, tem alguma coisa de carícia.
O ar. Ficou mais leve, ou nós é que nos tornamos menos pesadões, movendo-nos com desembaraço, quando, antes, andar era uma tarefa dividida entre o sacrifício e o tédio? Tornou-se quase voluptuoso andar pelo gosto de andar, captando os sinais inconfundíveis da presença dos dias lindos.
Foi certamente num dia como estes que Cecília Meireles escreveu: ‘A doçura maior da vida flui na luz do sol, quando se está em silêncio. Até os urubus são belos, no largo círculo dos dias sossegados’. Porque a primeira consequência da combinação de azul e leveza de ar é o sossego que baixa sobre nosso estoque de problemas. Eles não deixam de existir. Mas fica mais fácil carregá-los.
Então, é preciso fazer justiça aos dias lindos, oferecer-lhes nossa gratidão. Será egoísmo curti-los na moita, deixando de comentar com os amigos e até com desconhecidos que por acaso ainda não perceberam o raro presente de abril: ‘Repare como o dia está lindo”. Não precisa botar ênfase na exclamação. Pode até fazê-la baixinho, como quem transmite boato e não deseja comprometer-se com a segurança nacional. Mesmo assim, a afirmação pega. Não só o dia fica mais lindo, como também o ouvinte, quem sabe se distraído ou de lenta percepção sensorial, ganha a chance de descobri-lo igualmente. Descobre e passa adiante a informação.
A reação em cadeia pode contribuir para amenizar um tanto o que eu chamo de desconcerto do mundo. De onde se conclui: deixar de lado, mesmo por instantes, o peso dos acontecimentos mundiais trágicos, esmagadores, para degustar a finura da atmosfera e a limpidez das imagens recortadas na luz, é um passo dado para reduzir o desconcerto, na medida em que a boa disposição de espírito de cada um pode servir de prefácio, ou rascunho de prefácio, à pacificação, ou relativa pacificação, dos povos e seus dominadores. Em vez de alienação, portanto, o prazer dos dias lindos é terapia indireta.
Pode ser que o desconhecido lhe responda com um palavrão, desses em moda na sociedade mais fina. Não faz mal. Não se ofenda. Ele descarregou sobre a sua observação amical o azedume que ameaçava corroê-lo no íntimo. Livre desse fel, talvez se habilite a olhar também para o céu e a descobrir mesmo certa beleza esvoaçante no urubu. De qualquer modo foi avisado. Já sabe o que estava perdendo: a consciência de que certos dias de abril e maio são mais lindos do que os outros dias em geral, e nos integram num conjunto harmonioso, em que somos ao mesmo tempo ar, luz, suavidade e gente.

-Carlos Drummond de Andrade, texto publicado no Jornal do Brasil, 1970.

Quatro de Julho

…o Quatro de Julho, um dia que é muito importante no desenvolvimento não apenas da América, mas do mundo inteiro também. Duzentos anos atrás houve um chamado relevante que veio diretamente do Absoluto Supremo, o chamado pela independência da América. A beleza interior, a luz interior e a perfeição interior desse chamado foram recebidas pelos americanos despertos e pelo mundo todo.

-Sri Chinmoy

Quando ele ora ou medita em Deus…

…Quando ele ora ou medita em Deus, o buscador utiliza o instrumento chamado de entrega divina. “Seja feita a Vossa Vontade” é o que ele diz. Quando pensa na humanidade, ele usa o instrumento chamado de amor divino. O buscador utiliza seu poder-amor divino para se tornar inseparavelmente um com a humanidade. Por fim, quando ele pensa em si mesmo, o buscador utiliza seu poder-disciplina divino, seu auto-controle. Se ele utilizar seu poder de auto-controle, a todo momento um novo sonho poderá ser sonhado pelo divino dentro dele. Um chamado superior vindo do interior o leva até sua realidade divina, que é sempre transcendente…

-Sri Chinmoy